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12 janeiro 2014

Traços ultrarromânticos na música “Te esperando” de Luan Santana

A segunda geração da poesia romântica abandona os ideais nacionalistas da primeira geração e “mergulha” no que chamamos de oclusão do sujeito em si próprio marcado pelo sofrimento amoroso, pessimismo e melancolia. 
Esse movimento foi amplamente difundido no século XVIII e influenciou diversos autores como: Álvares de Azedo, Fagundes Varela, Casemiro de Abreu e Junqueira Freire. Em Algumas músicas, que fazem sucesso na atualidade, é possível encontrarmos características dessa fase do movimento literário.                                                                                                                            
Na música “Te esperando” do cantor Luan Santana esses traços ficam evidentes já no título da canção, quando o eu lírico revela que espera a sua amada, é interessante chamar a atenção para a forma verbal ‘ESPERANDO’ que nos leva a entender que a espera do eu lírico e uma espera contínua.                         Nas primeiras estrofes da música o eu lírico revela as adversidades enfrentadas pelo eu lírico para concretizar sua paixão, o eu lírico deixa claro, nas estrofes, que não importa que a sua amada se relacione com outro, ou que passe muitos anos, apesar de tudo, ele sempre continuaria a amá-la, revelando uma das características do ultrarromantismo que é o amor incondicional que não se concretiza. Nas ultimas estrofes é relevante ressaltar que o eu lírico não a deixa de amar nem quando sua beleza física dissipa-se e faz uma promessa de amor além da vida.

Te esperando – Luan Santana

Mesmo que você não caia na minha cantada
Mesmo que você conheça outro cara
Na fila de um banco
Um tal de Fernando
Um lance, assim
Sem graça

Mesmo que vocês fiquem sem se gostar
Mesmo que vocês casem sem se amar
E depois de seis meses
Um olhe pro outro
E aí, pois é
Sei lá

Mesmo que você suporte este casamento
Por causa dos filhos, por muito tempo
Dez, vinte, trinta anos
Até se assustar com os seus cabelos brancos

Um dia vai sentar numa cadeira de balanço
Vai lembrar do tempo em que tinha vinte anos
Vai lembrar de mim e se perguntar
Por onde esse cara deve estar?


Te esperando
Nem que já esteja velhinha gagá
Com noventa, viúva, sozinha
Não vou me importar
Vou ligar, te chamar pra sair
Namorar no sofá
Nem que seja além dessa vida
Eu vou estar
Te esperando

Yane Manuela Lima Ma