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21 fevereiro 2013



Sob as estrelas
Há grãos de areia
Que correm com o vento;
Poeira que cobre
os pés do destino;

A velha Cloto tece
O fio da vida
De cada mortal,
E cuida para que esse fio
se desenrole através do tempo;
E esse vai se esfacelando
Na jornada

É uma linha tênue
Que ao menor dos caprichos
Átropos rompe;
Ela não volta atrás

Estamos perdidos
Na amplitude do não ser;
Do nada ser,
O que nos aguarda,
Não sabemos;
Se aos Campos Elísios
Seremos guiados,
Ou a profunda escuridão
Do Palácio de Hades

Permanecemos aqui;
Somente pó
Sem conhecer a razão
Nessa imensidão incógnita
Do existir,
E do deixar de existir

Yane Manuela L decente .

 


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