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21 fevereiro 2013

Cartola: o grande poeta lírico do Samba



Implacável consigo próprio, o sambista da Mangueira escondeu canções de qualidade que o MIS do Rio de Janeiro está organizando e vai mostrar a pesquisadores musicais

O Mundo é Um Moinho

Cartola

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

Álvares de Azevedo: Poeta da segunda geração romântica.

Manuel Antônio Álvares de Azevedo foi um romancista, dramaturgo e poeta brasileiro, nascido em São Paulo. É muito conhecido pela sua obra "Noite na Taverna".

Fim


No fim
Há uma dor
Pungente
Latente
Que se finda
Num estante
De puro abandono e solidão
As horas se despem
Diante de mim
Uma esperança pueril
Vaga trôpega e sombria
Nada me resta
Somente a inerte
Lembrança de um passado recente.

Yane Manuela l.

POEMA


 

Tu és poema que floresce em minhas mãos;
No ritmo das palavras
Tu és nota de admirável preciosidade;
Tu és melodia insinuante
Que me cobre de gozo ardente;
Te construo a cada verso
Tu és rima rara
Que não se encontra nas esquinas
cinzentas da vida;
Tu és tinta
que excede o papel ;
Tu és um significado particular
Cunhado no meu peito
Nas linhas da alma;
Tu és obra prima
Grafada na derme
Que impregna
e se une ao sangue
Tornado-se parte de um todo
Parte de mim.

Yane Manuela Lima Marques


 

Insônia


 

À noite
Insone
Ávido
Não me deixas dormir
Me queres
Rendida
Arfante
Arquejante
Em delírio febril;
Nos teus braços
ouço frêmitos carnais ;
Ao cantar sua voz
se pinta de carmim
Fita-me nos olhos
Quando a chama
Tomar-lhe as faces
que coram
de rubra cor;
Me pinte de cores
Amores
Pudores;
E no momento
em que a aurora
aparecer dengosa;
As olheiras
Não me deixarão mentir
da noite passada
que tu não me deixaste dormir

Yane Manuela L.

 

 

                            

 

 

 



Sob as estrelas
Há grãos de areia
Que correm com o vento;
Poeira que cobre
os pés do destino;

A velha Cloto tece
O fio da vida
De cada mortal,
E cuida para que esse fio
se desenrole através do tempo;
E esse vai se esfacelando
Na jornada

É uma linha tênue
Que ao menor dos caprichos
Átropos rompe;
Ela não volta atrás

Estamos perdidos
Na amplitude do não ser;
Do nada ser,
O que nos aguarda,
Não sabemos;
Se aos Campos Elísios
Seremos guiados,
Ou a profunda escuridão
Do Palácio de Hades

Permanecemos aqui;
Somente pó
Sem conhecer a razão
Nessa imensidão incógnita
Do existir,
E do deixar de existir

Yane Manuela L decente .